domingo, 7 de julho de 2013

O POVO ESTÁ VENDO A FORÇA QUE TEM




           
O POVO ESTÁ VENDO A FORÇA QUE TEM

            Em tempos de luta por Direitos Sociais, as Metrópoles sempre iniciaram as mobilizações pelo grande número de Universitários a maioria, das mais variadas cidades vizinhas e do interior. Esse é um fato histórico, e as mobilizações pelo passe livre em São Paulo, pelos 0,20 centavos de aumento na passagem do ônibus no Rio, mostram que os nossos novos Cientista Sociais, estão tendo a coragem de ir para as ruas protestar contra a exploração que o povo vem sofrendo, nos coletivos urbanos, retrato de um Brasil desfigurado.
            À medida que as Manifestações aumentam e se alastram Brasil afora; mais reacionária e arbitrária vão ficando as forças Militares, no seu papel usual de reprimenda. E os jovens, mais uma vez na nossa história, são rotulados de rebeldes sem causa, pelo nosso Governo, que foi eleito em sua maioria, pelo voto dos eleitores de 16 anos e sedentos de mudanças. Com isso, essa juventude chamada “geração vinagre” (antídoto contra pimenta em spray), esguichada nos olhos, com toda a truculência peculiar aos nossos militares, vai ganhando as ruas no país que vai sediar a Copa do Mundo; mas, não acabou com a miséria, onde a Saúde está na UTI, com o analfabetismo e quem não tem condições de fazer num “puxadinho”; paga aluguel ou sobrevive de improvisação nas ruas.
            Com toda essa ebulição social, o povão está aderindo aos protestos, todos, indignados com a pressão que o Imperialismo agonizante faz aos Governos subalternos e capachos do FMI. O Capital está sofrendo uma grande crise, pois vêm aplicando medidas cada vez consumistas, para um Mercado de Trabalho que ele criou e que agora, quer arrochar em todo Planeta. E como falta investimento no campo, onde somente os grandes latifúndios exploram o solo com Monocultura, a produção de gêneros alimentícios vem caindo. E como tudo no Capital visa Mercado, reforçando o setor Terciário, fica uma pergunta: Se a política sanguessuga persistir; a  situação econômica e social ficará insustentável.
Porém, com os protestos gigantescos no Brasil, e todos estão lutando por direitos básicos e essenciais, além da participação ativa do povo na política, que elege os parlamentares e esses, em sua maioria, simplesmente ignoram a população se aproveitando de um mandato que lhes foi delegado para usurparem os cofres  públicos, e desconhecendo a realidade brasileira, que certamente mudará seu rumo daqui para adiante.
É bom lembrar que o Imperialismo está começando a enferrujar e que em todo mundo há lutas de classes, pois os Capitalistas que não querem perder nunca, jogam os pesados ônus de sua política econômica/social, que arrocham sempre os trabalhadores.
Assim, podemos prever o resultado desse embate, que para os trabalhadores é questão de sobrevivência e para a burguesia de não perder uma fatia do queijo. Acredito, mesmo que eu não possa ver, numa sociedade pautada na Justiça e Igualdade para os que trabalham e mantém toda a riqueza da terra!
Juventude! VAMOS À LUTA!

Tânia Maria da Silva
           
              

ALDEIA DE ÍNDIOS GUARANIS Tekoa Mboy-Ty EM NITERÓI- RJ - BRASIL



ALDEIA DE ÍNDIOS GUARANIS  Tekoa Mboy-Ty EM NITERÓI- RJ - BRASIL


            Visitei a aldeia de índios guaranis Tekoa Mboy-Ty, numa ilha entre Camboinhas e Itaipu, Niterói- RJ, em janeiro último e conheci um pedacinho de nossa história; são índios dissidentes de Parati que ocupara a pequena ilha em 2008. E embora a área seja considerada de Preservação Ambiental, a especulação Imobiliária vive de olho naquelas terras, em que habitam 32 famílias, com muitas crianças. Tendo acontecido um incêndio criminoso em 2011, mas a população resiste e convive entre modernidades como: celular, antena de TV, sendo que para sobreviverem trabalham o artesanato, têm uma tenda onde é vendido coca-cola, em meio a fotos de índios e artefatos de caça e pesca. Com índias degustando cachimbos e crianças circulando na área.
            Na questão da Educação, os índios agora estão sendo preparados para dar aula para o seu povo; onde o tupi-guarani é a língua mãe e o português a segunda, tendo disciplinas voltadas para o resgate cultural da tribo. (Tania Maria da Silva - janeiro - 2012)
 

Por Vera Moll
Meu próximo projeto de livro tem como tema os índios brasileiros, assunto que venho pesquisando intensamente nos dois últimos anos. Pois, no sábado, 13 de setembro, fizemos um passeio inusitado: fomos a Niterói para as festividades de reinauguração da Aldeia Guarani Tekoa MBoy-Ty e para lançamento do Centro de Cultura Tupi-Guarani de Camboinhas. A área é considerada de Preservação Permanente porque tem um sítio arqueológico de mais de 8 mil anos, onde viveram os homens pré-históricos e os ancestrais indígenas.
A aldeia  Guarani Tekoa MBoy-Ty Ffica um platô, no final da praia, num local cercado de sítios arqueológicos: os sambaquis. O que são sambaquis? Segundo Pedro Paulo Funaro a palavra significa mariscos em Tupi. Antigos habitantes do Brasil que viviam no litoral e nas margens dos rios comiam os mariscos e jogavam fora as conchas que iam se empilhando. Os montes de conchas iam crescendo e acabavam adquirindo a forma de colinas. “Essas populações guardavam as valvas dos mariscos mais abundantes (ostras, mexilhão, berbigão) acumulando-as em plataformas sobre as quais instalavam suas residências e sepultavam seus mortos” (André Prous).
Segundo o índio Guarani Joaquim, com quem conversamos, a aldeia é composta por 60 pessoas. Em Camboinhas eles têm água doce, peixe na lagoa, a terra não é boa, mas a prefeitura cedeu uma área próxima para que eles possam plantar. Os sambaquis fazem dali um local sagrado, e como bem salientou o cacique Darcy no seu discurso, a FUNAI os ajudou a transferir a aldeia de Paraty para Niterói porque ali existe um cemitério de seusancestrais.
Presentes e participando da cerimônia de inauguração, índios Guajajara de uma aldeia amiga do Maranhão. Seu líder e pajé alertou para a necessidade de preservação da cultura e, dirigindo-se enfaticamente aos índios que vivem e estudam na cidade, disse que esta cultura data de muito antes de 1500: “Não podemos perder nossa cultura, nossa cultura está no maracá”.
Fomos, alguns de nós, agraciados com a bênção do pajé, o que fez do encontro uma comunhão de dons espirituais.

Bibliografia:                                                                    
Os Antigos Habitantes do Brasil
Prous, André.  2006, Jorge ZAHAR Editor 
                                                            
 Texto publicado por Vera Moll em http://veramoll.blog.terra.com.br/  Funaro, Pedro Paulo.
2000 Editora UNESP.

O Brasil antes dos brasileiros
Prous, André.

2006, Jorge ZAHAR Editor 

Texto publicado por Vera Moll em http://veramoll.blog.terra.com.br/
 





Como enfrentar o caos interior?





Como enfrentar o caos interior?



            Sair da “Zona de Conforto” que nos acaricia e que cegamente nos recolhe de um exterior árido  com enorme desafios; é desconcertante, acontecendo somente quando algo acontece e nos tira do entorpecimento cerebral. Só o fazem com frequência, os bebês, mesmo assim só quando estão sentindo dor ou com as fraldas molhadas.

            Vamos nos anulando na maioria das vezes, para convivermos com o que negamos, acomodando- nos à rotina que não estava nos sonhos infantis e juvenis, que só de lembrar nos dá um brilho diferente ao olhar e uma incomparável leveza na alma.

            Mas ser “gente grande” se parece muito com vestir uma máscara de soldado britânico, ser o dono da verdade, o provedor, a dona de casa exemplar no lar e profissional num Mercado que a cada dia suga mais as energias, com remuneração incompatível com os gastos dos trabalhadores.

            Nesse contexto, as crianças são criadas para serem eficientes e eficazes no mercado de trabalho. Enfim, vivemos hoje, o “boom” das capacitações profissionais e como muito bem quer o Capital, adormecidos em nossas emoções. Falar sobre o amor, é sempre um assunto “piegas’, fora do contexto entre outros adjetivos, pois a maioria das pessoas sente vergonha de expor os seus sentimentos, e vamos assim engessando as nossas almas.

            Sair da Zona de Conforto, nos traz o caos, fazendo-nos ficar “dentro do redemoinho”, mas perceber que só vamos conseguir muda a rota dos acontecimentos externos se começarmos a mudar a nós mesmos.

            A Revolução verdadeira começa em nossa cérebro e então veremos que a Liberdade está dentro de nós mesmos. 



Tania Maria da Silva  

           




sábado, 29 de junho de 2013

quinta-feira, 27 de junho de 2013

O ser humano e seu inacabamento






Estamos em constante reconstrução

            Segundo o filósofo francês Edgar Morin (2003, p. 19), todo conhecimento comporta o risco do erro e da ilusão, não sendo esse um espelho das coisas do mundo externo. Assim, todas as percepções são; ao mesmo tempo. Traduções e reconstruções cerebrais, com base em estímulos ou sinais captados e decodificados pelos sentidos. Daí resultam os erros de nossa percepção, através dos cinco sentidos e da leitura que cada ser humano faz do mundo exterior. Surgindo desse modo, “os numerosos erros de  concepção e de idéias que sobreveem a despeito de nossos controles racionais. Assim Morin afirma o seguinte:

“ Erro e ilusão parasitam a mente humana desde o aparecimento do Homo sapiens. Quando consideramos o passado, inclusive recente, sentimos que foi dominado por inúmeros erros e ilusões” Morin (2003 p. 19)

            O  Filósofo e pesquisador Michel Foucault (1926-1984), herdeiro do Método “GENEALÓGICO”  do polêmico Filósofo Nietzsche, nascido na Prússia em 1844; enfatizando que o nosso modo de pensar sobre nós mesmos é finito. Tal idéia é primeiramente na  observação sobre os filósofos, no livro “Humano Demasiadamente Humano”:onde ele expõe seu pensamento:

 “Eles pensam no Homem como uma “aeterna verita”, (uma verdade eterna), como alguma coisa que permanece constante no meio de todos os fluxos, como uma medida segura das coisas.(...) nada mais são que um testemunho sobre o Homem do período limitado.”  Nietzsche (www.editoraescala.com.br).
           
Para finalizar, apesar de faltar uma gama de outros pensadores, como Karl Marx, por exemplo, que me proponho a pesquisar e registrar a sua obra na minha vida, tenho a abordagem de Paulo Freire, por ser Educador e pelo contexto social, dentro das esquerdas brasileiras.
            E seu livros Pedagogia da Autonomia, Freire, fala não somente aos docentes, mas a todas as pessoas, pois trata-se de uma visão aberta de liberdade e da eterna busca por conhecimentos pelo ser humano. Criticando a malvadeza neoliberal, que impões sua ideologia fatalista em detrimento do sonho e da utopia e da necessidade do profissional em Educação, abrir novos caminhos de conhecimento para os alunos.
            Também, Freire nos diz sobre a possibilidade de erros de interpretação:

 “Quem observa o faz de um certo ponto de vista, o que não situa o observador em  erro.O erro na verdade, não é ter um certo ponto de vista, mas absolutilizá-lo e desconhecer que, mesmo do acerto de seu ponto  de vista é possível que a razão ética nem sempre esteja com ele” FREIRE (2010. p.15)
             De acordo com o posicionamento desses Pensadores supra citados, conclui-se que todos eles abordaram no inacabamento  do ser humano, que caminha em busca de uma verdade absoluta, que inexiste. Pois o que altera a atitude externa, é a forma de compreensão interna, que é individual, mas na medida há interação humana, e aceitação e/ou negociação dos que estão ao nosso redor, há possibilidade de acordo com pessoas e fatos  afins.
            Percebendo que estamos sempre nos reconstruindo, o eterno “Devi”, vir  a ser.
  
     

terça-feira, 25 de junho de 2013

Biografia de Karl Marx

Karl Marx Pequeno relato de sua vida

Filósofo e revolucionário alemão

Biografia de Karl Marx:

Karl Marx (1818–1883) foi filósofo e revolucionário alemão. Criou as bases da doutrina comunista, onde criticou o capitalismo. Sua filosofia exerceu influência em várias áreas do conhecimento, tais como Sociologia, Política, Direito, Teologia, Filosofia, Economia, entre outras.
Karl Marx (1818-1883) nasceu em Trèves, cidade ao sul da Prússia Renana, na fronteira da França, no dia 5 de maio de 1818. Filho de Herschel Marx, advogado e conselheiro da justiça, descendente de judeu, era perseguido pelo governo absolutista de Frederico Guilherme III. Em 1835 concluiu o curso ginasial no Liceu Friedrich Wilhelm. Ainda nesse ano e boa parte de 1836, Karl estudou Direito, História, Filosofia, Arte e Literatura na Universidade de Bonn.
No final de 1836, vai para Berlim, onde se propagam as ideias de Hegel, destacado filósofo e idealista alemão. Marx se alinha com os "hegelianos de esquerda", que procuram analisar as questões sociais, fundamentados na necessidade de transformações na burguesia da Alemanha. Entre 1838 e 1840, dedica-se a elaboração de sua tese, em busca de um cargo de professor. Em 1841, na Universidade de Iena, apresenta o trabalho "A Diferença Entre a Filosofia da Natureza de Demócrito e a de Epicuro".
Por motivos políticos, Karl não é nomeado, as universidades não aceitam mestres que seguem as ideias de Hegel. Desiludido, dedica-se ao jornalismo. Escreve artigos para os Anais Alemães, de seu amigo Arnold Ruge, mas a censura impede sua publicação. Em outubro de 1842, muda-se para Colônia, e assume a direção do jornal Gazeta Renana, mas logo após a publicação do artigo sobre o absolutismo russo, o governo fecha o jornal.
Em julho de 1843, casa-se com Jenne, irmã de seu amigo Edgard von Westphalen. O casal muda-se para Paris, onde junto com Ruge funda a revista "Anais Franco Alemães", onde publica os artigos de Fredrich Engels. Marx publica "Introdução à Crítica da Filosofia do Direito de Hegel" e "Sobre a Questão Judaica". Ingressa numa sociedade secreta, mas é expulso da cidade.
Publica em 1848 o "Manifesto Comunista", onde já esboça suas principais idéias com a luta de classes e o materialismo histórico. Em fins de 1844, Marx começa a escrever para o "Vornaerts" em Paris. As opiniões desagradam o governo de Frederico Guilherme V, imperador da Prússia, que pressiona o governo francês a expulsar os colaboradores da publicação, entre eles Marx e Engels. Em fevereiro é obrigado a sair da França. Vai para Bélgica.
Dedica-se a escrever teses sobre o socialismo e mantém contato com o movimento operário europeu. Funda a "Sociedade dos Trabalhadores Alemães". Junto com Engels, adquirem um semanário e se integram à "Liga dos Justos", entidade secreta de operários alemães, com filiais por toda a Europa. No 2º Congresso da Liga, são solicitados para redigir um manifesto. Com base no trabalho de Engels, Os Princípios do Comunismo, Marx escreve o "Manifesto Comunista", que envia para Londres em Janeiro de 1848.
Na obra, Karl critica o capitalismo, expõe a história do movimento operário, e termina com um apelo pela união dos operários no mundo todo. Pouco tempo depois, Karl e sua mulher são presos e expulsos do Bélgica. Depois de vários exílios e privações, finalmente se instalam em Londres. Apesar da crise, em 1864 funda a "Associação Internacional dos Trabalhadores, em Londres" que fica conhecida como "Primeira Internacional". Com a ajuda de Engels, publica em 1867, o primeiro volume de sua mais importante obra, "O Capital", em que sintetiza suas críticas à economia capitalista.
Ao escrever "Crítica ao Programa de Gotha", condena o programa que o partido socialista alemão adotara em 1875. As teorias de Marx influenciaram a Revolução Russa de 1917, teóricos e políticos como Lênin, Trotski, Stalin e Mao Tsé-Tung. Assim, sua doutrina esteve presente em vários países, como a extinta URSS, a China e Cuba.
Karl Heinrich Marx morreu em Londres, no dia 14 de março de 1883, em consequência de uma bronquite e de problemas respiratórios.
 
 
Informações biográficas de Karl Marx:Data do Nascimento: 05/05/1818
Data da Morte: 14/03/1883
Nasceu há 195 anos
Morreu aos 64 anos
Morreu há 130 anos